Pensamentos da madruga...
Então eu tenho 36. Humpf... Grande coisa, eu pensaria ambiguamente. Aos 18, essa idade p mim era sinônimo de maturidade extrema beirando a decrepitude. Agora, me parece mais um vai ou racha, de um jogo onde se aprende a olhar por vários ângulos, ter jogo de cintura ou simplesmente aprende-se a chorar e lamentar a derrota. Vivi num mundo de sonhos durante boa parte destes anos, deveria dizer décadas?? E pelo o que eu saiba posso ainda estar vivendo, pois todos esse anos não tive consciência disso... Profissionalmente não estou onde gostaria... mas onde eu gostaria de estar??? Em algo que me desafiasse sem dúvida mas que me proporcionasse uma gastrite maxi-mega-plus?? Sem dúvidas, em algum lugar onde pudesse me sentir útil e bem remunerada – adequadamente – e não os salários vergonhosos que aceitei receber até hoje. Financeiramente, sem comentários. Mesmo. Prá mim e pras pessoas que pacientemente – as vezes nem tanto, dependem de mim, deixo a desejar. Preciso de mais planejamento, estabilidade e investimento. Fisicamente, afe. Claro que meu peso aos 17 era uma dádiva da natureza, alvo de toneladas de inveja, e o motivo disso era algo que eu não fazia a mais remota idéia. Aliás a própria idéia da inveja já me era estranha. Ah, sim, falo sério. Bem como, só fui perceber na era pós-filho a tristeza avassaladora de ter seus hormônios voltados contra você... Isso, só no item balança. Tem o item cabelos, pele, unhas, TPM, dor e inchaço nas pernas, a famosa fase do problema de junta... Amorosamente?? Ai, só de escrever isso já me dá um frio na barriga. Afinal, chegar até aqui p descobrir que meu homem perfeito não é nenhum hollywwodiano mas um Frankenstein, é demais p mim... Afinal, se eu juntar as partes dos ex(s) que se encaixavam em mim e descartasse a grande parte do que não servia ou que desagradava, o resultado seria um picotado de personalidade e de manias adaptadas a mim. Claro que estou sendo perfeitamente umbiguista, mas a idéia de príncipe encantado ainda me persegue arraigadamente. Então, após todos esse anos de jogo, apesar dos vários ângulos, de sempre ter uma atitude positiva, de estender a mão ao outro aprendi que sei... aprendi que não... hummm... aprendi que choro bem prá caramba... J E tenho dito*!! * Expressão que já era antiga na época da minha adolescência, usada principalmente no fechamento de textos em que se desejava usar a ênfase de afirmação...
Escrito por Má às 23h21
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