Citando Virgílio: "Eles podem, porque pensam que podem."
Sempre admirei pessoas que podem. Pessoas que realizam coisas que idealizaram. Pessoas que batalham. Pq prá vencer é preciso uma luta. E nessa luta, inúmeras coisas acontecem. E a própria luta é uma vitória. Mas isso é desviar do assunto, como diz o Calvin. E o assunto é poder.
Na verdade, o assunto é a mente. É o poder da própria. Do que almejamos e de como planejamos prá alcançarmos nosso objetivo.
Hoje fui ao cinema e assisti Sahara. Cara, nem de longe eu estava preparada pro que aconteceria comigo. De início, eu e minha amiga, quase morremos de rir porque conversando sem parar, como duas loucas, entramos na fila errada. Quando chegamos (ufa!) na sala certa, o filme já tinha começado e perdemos os trailers dos próximos filmes... Muita pipoca com pimenta e água tônica, o melhor lugar do mundo prá mim, quando aparece o quarto do cara, uma bagunça que eu identifiquei imediatamente com o meu quarto: computador, experimentos ao lado de xícara de café, recortes de jornal, fotos, enfim, uma zona. A partir daí não importava mais se o filme era um enlatado americano pq eu já tinha me identificado com o personagem que caça o tal encouraçado. Então, fui fazendo analogias da historinha dos personagens com a vida. A tal vida real.
Engraçado como a gente é ensinado a acreditar que "na vida real" coisas fantásticas não acontecem. E assim é, pq a realidade é sem graça, sem cor e sem sabor. Uma total falta de apelo aos sentidos. Realidade é sinônimo de coisa absolutamente dura. Surpreendente de que no dicionário, o que é real apareça como oposição a "aparente, fictício, ideal, ilusório, imaginário, possível, potencial etc"
Et coetera o quê? Se não acreditarmos no potencial e no possível, vamos acreditar no provável? E alguém aqui nesse mundo me diz o que é provável, o que tem probabilidade de acontecer? Se alguém responder qualquer coisa - não precisa ser estatístico não - eu vou sorrir...
Essa escolha entre diferentes caminhos, isso é fantástico! O livre arbítrio é fascinante... E quanto maior o conhecimento, maior a responsa... A vida da gente, acredito, é uma sucessão de escolhas entre o que queremos e o que não queremos, certo? O que dá "errado" então? Muitas pessoas, ao fazerem suas escolhas, perdem de vista seus objetivos e o fato de que são os protagonistas da própria vida. Fato. Somos um mundo inteiro dentro desse mundo que compartilhamos.
A nossa vida é o que fazemos dela. É o que construímos. E acreditar que a vida é necessariamente sem graça, que o mundo é cruel, que as pessoas não são dignas de confiança é o passo mais rápido – e o mais certo – para que assim seja. Sonhar, sim. Idealizar, sim. E daí, arregaçar mangas. Planejar, seguir metas, transpor obstáculos, vencer desafios, lutar contra o mundo (dos outros) se for preciso em nome do que foi escolhido. A própria batalha já deve ser encarada como uma aventura e o que vier depois disso, é lucro. Ou o que tínhamos desejado, lá naquele início. Quando resolvemos olhar pro céu estrelado ou prá dentro do nosso coração e tivemos a coragem de parar tudo, inclusive o tempo, e fazer A pergunta: "mas afinal, o que eu quero?"
Queremos inúmeras coisas, e mutantes que somos, queremos algo novo, o tempo todo. Mas tem aquele sonho lá, aquele que é grande e que está intrinsecamente ligado a nossa essência, que parece que vai nos completar, se realizado, ou nos sufocar de ansiedade, se for enterrado.
Fórmula? Não tem, claro. Como tudo nessa vida. Passos e exemplos a serem seguidos? Inúmeros, depende do rumo e do desejo de cada um. Mas de uma coisa EU SEI: a gente só pode a partir do momento que acreditar que pode. E isso é o começo, o meio e o fim...
Beijo e boa noite! Cheia de sonhos e ideais...