Tudo mesmo está acontecendo. Tudo ao mesmo tempo agora.
Prá começar, apaixonei-me pelo meu melhor amigo. Sabia que ele seria uma pessoa importante na minha vida assim que coloquei os olhos nele. Sabe, aquele sinal interno, aquele alarme que soa qdo vc conhece “o” cara? Amigo, amigo, amigo. Prá tudo e prá toda hora, até que aquela pele inacreditável encostou em mim...
Cheiro, voz, olhar, pele, gosto, tudo de bom e um pouco mais. Totalmente inebriada por ele, me senti a própria Fiona quando percebeu que o ogro da sua vida era o Shrek mesmo e não tinha outro jeito de ser feliz senão ficar com ele.
Mas como em todo conto de fadas, inúmeros desencontros; todo mundo chateado, de bico, virando a cara pro outro, enfim... todas aquelas dificuldades só prá compensar o “felizes para sempre”. Claro que ele, como um perfeito ogro não consegue enxergar tudo o que passo e apesar de ter o coração mais frágil que já conheci pode ter a atitude mais dura do mundo também.
O final ainda não chegou e confesso, chorando, que acredito que no final não haverá um “viveram felizes para sempre”.
Minha alma de princesa-ogra precisa acreditar que tudo o que passei até hoje é prá que eu seja feliz prá sempre.
Mas também sei que não posso conseguir um “felizes...” no plural sozinha, por isso, a tristeza.
Sinto tanto por estar assim, nesse luto interminável...
Na verdade estou sofrendo por não aceitar o presente.
Tenho que sair desta casa.
Tenho que sair deste emprego.
Tenho que me apaixonar por outra pessoa.
Tenho que ser feliz de novo.
Novas oportunidades e novos caminhos. Vou ver horizontes novos, belos e ser feliz de uma outra forma. Tenho que aprender a desenraizar. Estou sofrendo pelo que estou perdendo ou pelo que perdi, esquecendo que tudo o que vivi está aqui dentro e é o que me faz ser única.
Ai, ai. Vida louca vida... Chega de envelhecer*. Enough, ok?
* e de roer unha (ê coisa ridícula...)