mais Cazuza...
Tirei esse texto do mesmo site que já citei. Espero que possa colocar as fotos sem problema. Afinal todo fã se acha meio dono das coisas do cara, né?
“O inferno é aqui. A cabeça da gente é um inferno. E essa coisa de "o inferno são os outros" não sei não… Pra mim, que dependo muito de amigos, de carinho dos outros, não vejo a vida contra alguém. Posso até ser meio ingênuo. Essa visão de inferno e céu: eu não vejo o inferno como uma coisa ruim e o céu como bom. O céu pode ser uma chatice e o inferno uma coisa divertida. Aliás, as imagens que temos do inferno são sempre aquelas onde localizamos o demônio, as pessoas transando, se comendo. O inferno é um baile de carnaval no Monte Líbano.
”Finalmente, eu consegui definir qual é o meu papel nesse mundão. É passar pras pessoas a minha energia. É aprender e, em cada trabalho meu e em cada disco, poder passar as minhas conquistas. Eu conquistei a vida de um ano pra cá e quero passar isso pras pessoas. Isso é uma coisa meio cristã. Sabe, você repassa aquele amor que armazenou e as pessoas adoram.
”Às vezes, fico triste, mas não consigo me sentir infeliz. Acho que o tédio é o sentimento mais moderno que existe, que define o nosso tempo. Tento fugir disso, pois tenho uma certa tendência ao tédio. Mas, felizmente, eu sou animadérrimo! Sou muito animado pra sentir tédio. Sou animado à beça, qualquer coisa me anima. Se você me convida pra ir à Barra da Tijuca, eu já digo logo: Vaaaamos!!! Qualquer besteira me anima. Tudo que já passei na minha vida não conseguiu tirar essa animação. ”Eu me sinto sempre ganhando presentes. Se faço uma entrevista e leio depois no jornal, acho tudo o máximo, o texto, a foto… Estou sempre ganhando brinquedos. Minha vida é muito assim: sempre morrendo de rir, nunca com tédio. E quer saber de uma coisa? O que salva a gente é a futilidade.
” Compilação feita por Ezequiel Neves e recolhida em entrevista às revistas ISTO É, PLAYBOY, AMIGA e INTERVIEW, no período de 1983 a 1989
Escrito por Má às 21h26
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poesia e rock
Hoje eu fui assistir CAZUZA: O TEMPO NÃO PARA. O filme é bem feito, a história tem pontos de vistas restritos (ou omissos), mas o ator (Daniel de Oliveira) arrasa. Abala tanto que todos ficam boquiabertos com a interpretação do cara, tem hora que a gente esquece que tá vendo um filme. Fiquei fã dele e esse negócio de “beijar outro cara na boca” é coisa de homem “macho prá caralho” que tá pouco se fodendo para a crítica retrógrada e os babacas de plantão. Quem me conhece sabe do meu amor pelo Cazuza. Acho que foi amor a primeira vista ou a primeira música. Ele é muito poeta, foi muito intenso e sempre me identifiquei com isso. Quando a gente vai assistir o filme sabe o que vai acontecer no final, mas chora assim mesmo, chora pela emoção de ver a coragem e a luta bonita que foi a vida do cara... Mas acima de tudo, fiquei feliz por que o filme despertou em mim a lembrança de uma época em que eu “sabia o que não queria”.
Caju, vc sempre será o meu poeta da verdade...
Engraçado que hoje acordei com a seguinte frase: “é o AMOR e não a vida, o contrário da morte!” Louco, né? Aí vai uma lembrança do meu poetinha rouqueiro da MPB:
“Por enquanto, o que me dá maior prazer além da música é o beijo na boca. Aquele lance do beijo que é o "fósforo aceso na palha seca do amor". O beijo começa tudo; é da boca que vem a relação… a primeira vez que se entra numa pessoa. Pra mim, é essencial.”
Cazuza, por ele mesmo no site: www.cazuza.com.br
Escrito por Má às 21h16
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